Na vitoria ou na derrota, hoje e sempre
Meu Guarani foi por mais de vinte anos operado por diretorias safadas, por pessoas de dentro do clube que quiseram o seu quando o clube estava em seu auge e, no processo, destruíram o time e o clube a tal ponto que, já me confirmaram, o estadio já está vendido para os controladores da rede Iguatemi de shopping centers.Tinha que pôr muita gente na cadeia. Incluindo pelo menos dois ex-presidentes, que vieram depois do cara que moldou o grande time que foi o Bugrão do fim dos anos 1970 até meados dos anos 1980. Gente salafraria demais e que circula livremente (e ricamente) por aí. Não, não acredito na honestidade da maioria dos conselheiros e ex-presidentes do Guarani do pós-1986. Que, aliás, foi quando rolou o momento que decidiu o destino que aconteceu com o time: a derrota roubada para o São Paulo na final do Brasileirão, no Brinco de Ouro lotado. Sofri com hepatite naquele lugar. Principalmente quando, no finalzinho, o José de Assis Aragão, totalmente comprado, não apitou o pênalti de Wagner Basílio no João Paulo, o último verdadeiro ponta esquerda que o Brasil viu jogar.
Mas, 22 anos depois, com o clássico juiz já morto e enterrado, o ex-zagueiro do São Paulo, hoje jogador dos Masters do Corinthians (junto com o mesmo João Paulo) confessou publicamente ao Milton Neves o crime daquele dia.
Amanhã, portanto, proteste no jogo contra o São Paulo. Leve uma faixa. Peça para quem roubou o Bugrão devolver o dinheiro para os cofres do clube. Exija justiça. Denuncie para a imprensa nacional. E faça valer seu amor ao time. O amor que muita gente não teve nas últimas décadas.
E é isso.




